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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

JOVENS E ADULTOS - LIÇÃO 9


Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Cortês / PE
Pastor Presidente: Ailton José Alves
Gestor local: Ev. Severino Amaro
Superintendência: Pb. Samuel Bernardo
Dirigente da E.B.D. Matriz : Dc. Sonildo Albérico
Coordenadoria Pedagógica da Escola Dominical - Cleide e Jaelson

Lição 09 - Preservando a identidade da igreja


Texto Bíblico: Atos 20.25-32
Introdução

I. O que é igreja
II. A Preservação da identidade da igreja
III. Alguns perigos que ameaçam a igreja

A IDENTIDADE DA IGREJA: SECULAR E RELIGIOSA
Certos teólogos definem o substantivo evkklhsi,a a partir da justaposição da preposição evk (ek), “fora de”, com o verbo kale,w (kaleō), traduzido por “chamar”, “convocar”. Esta primeira posição é defendida por Chafer.1 De acordo com essa acepção, evkklhsi,a significa “chamado (kale,w) para fora (evk)”.2 Alguns biblicistas, como Karl Schmidt, entendem que o vocábulo procede do verbo composto evkkalein (ekkalein), “chamar de”, enquanto outros do adjetivo evkkletoj (ekkletos),  “chamado de”.3 Outros ainda advogam a dependência do vocábulo ao adjetivo verbal evklekto,j (eklektos), conforme o logion de 1 Pedro 2.9, “genos eklekton”, “raça eleita” ou “raça escolhida”. O feixe de subordinações do vocábulo evkklhsi,a também inclui a possibilidade de o termo derivar-se do adjetivo klhto,j (klētos), “chamado”, e menos freqüente com o nominativo feminino klh/sij (klēsis), “vocação”, definido por Taylor como “chamada divina para a vida religiosa”.4 O teólogo pentecostal Eurico Bergstén subordina a origem do vocábulo evkklhsi,a a preposição evk e ao termo klh/sij. De acordo com Bergstén, klh/sij diz respeito a chamada ou vocação do crente, enquanto evk “evidencia que por essa chamada fomos tirados das trevas (Cl 1.13)”.5
Todavia, evkkalein e evkkletoj são vocábulos compostos que não estão presentes no texto neotestamentário, embora encontremos os seus cognatos. O adjetivo singular klhto,j e o plural klhtoi/j são usados nalgumas perícopes significativas: no chamado de Paulo para o apostolado (Rm 1.1; 1 Co 1.1); no chamado da igreja romana (Rm 1.7 ver 1 Co 1.2; Jd 1); ou para referir-se aos eleitos (Rm 8.28; 1 Co 1.24). A forma nominativa klh/sij emprega-se apenas uma vez em Romanos 11.29: h` klh/sij tou/ Qeou/ ( klēsis tou Theou), isto é, “o chamado de Deus”. A literatura do Novo Testamento favorece, se não a etimologia, pelo menos, o conceito de evkklhsi,a subordinado à ação de Deus na história. É o Senhor que chama os homens do mundo para constituí-los “povo de Deus”. Assim o adjetivo klhto,j, o nominativo klh/sij, e o adjetivo verbal evklekto,j (como por exemplo, no texto epigramático de Mateus 22.14), estão relacionados também à etimologia de evkklhsi,a. As raízes desses vernáculos comunicam, direta ou indiretamente, o mesmo conceito do termo deste estudo. Por conseguinte, menos importante é a etimologia de evkklhsi,a para definirmos o conceito neotestamentário de igreja. Interessa-nos mais o sentido neotestamentário do que o secular, muito embora entender a palavra em seu ambiente helenístico e sincrônico seja útil à compreensão bíblica e teológica do termo.
Mas qual a importância do mapeamento do semema ou da extensão de seu campo semântico para determinarmos o significado de evkklhsi,a? Para o etimólogo é de capital importância o estudo das raízes das palavras. O filólogo ocupa-se do estudo arqueológico da língua, da origem e comparação sincrônica e diacrônica da linguagem, dos vocábulos. O linguista também se interessa por essa modalidade e, o mesmo pode-se afirmar do teólogo e do biblicista. Contudo, definir e conceituar um vocábulo a partir de seu étimo, embora útil, não resolve imediatamente o debate. As palavras são construções sociais que nascem, morrem e renascem pelo uso significativo da língua. Conceituar um termo dentro de seu matiz histórico-social, ainda que seja uma tarefa hercúlea, é necessária ao completo entendimento daquilo que se propõe o pesquisador. Fazer o levantamento diacrônico e sincrônico de uma palavra, e compará-la com vocábulos de línguas cognatas agrega valor e conhecimento à pesquisa. Porém, as palavras são produções sociais ligadas a certos condicionamentos lingüísticos e históricos que registram a cosmovisão de uma época. Portanto, nem sempre, apresentam a verdade ligada ao etymo original, mas às construções sociais. Estando a sociedade em constante processo de vir-a-ser, o sentido e conceito dos termos se transmutam dentro da relação homem e tempo, sociedade e sentido.
Uma vez que tratamos em nossa obra Hermenêutica Fácil e Descomplicada, a respeito das vantagens e dos perigos da análise etimológica, creio não ser necessário repeti-los nesse opúsculo. Mas é oportuno afirmar que o sentido diacrônico e sincrônico são mais ou tão importantes quanto o próprio étimo do termo, haja vista a quantidade de palavras cujos significados estão distanciados de sua raiz.
Contudo, devo acrescentar a oportuna observação do teólogo Karl Ludwig Schmidt que, a respeito da etimologia do termo evkklhsi,a afirmou
A importância do usus e do abusus na história de uma palavra fica evidente da seguinte consideração: se quiséssemos reproduzir exatamente a palavra e o conceito bíblico deveríamos sempre traduzir ekklesia por “assembléia”. O fato de isto não ser possível provém de que no terreno lingüístico nada se consegue por meio de medidas, por assim dizer, ditatoriais, mas sobretudo porque em razão da riqueza de ekklesia não podemos renunciar o uso de “igreja” e “comunidade” [...] Em si, deveria ser preferida a versão “igreja” precisamente por causa de sua etimologia: ela é a multidão dos que pertencem ao Senhor, o kyriakon ou a kyriakê.6
Antes de Paulo empregar evkklhsi,a nas epístolas, o termo já era conhecido e amplamente usado pelos gregos no período anterior a Cristo. Portanto, evkklhsi,a (ekklēsia) deve ser discutido inicialmente em seu ambiente profano, para somente depois entendermos o sentido que dá azo a reflexão teológica.
 
NOTAS
 
1 Ver por exemplo CHAFER, L. S. Teologia Sistemática. São Paulo: Hagnos, 2003, Vls. 3 e 4, p.405. Ver também COENEN, L. Igreja, Sinagoga. In: BROWN, C. (ed.) O novo dicionário internacional de teologia do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1982, v.II (E-J), p. 393.
2 Nesta descrição, o verbo no presente do indicativo (chamo, convoco) é traduzido para o infinitivo pessoal ou futuro do subjuntivo (chamar, convocar). Nas páginas do Novo Testamento o verbo kale,w é usado cinco vezes no presente do indicativo, na terceira pessoa do singular –  kalei/ (Mt 22.43,45;  Lc 14.13; 20.44; 1 Co 10.27).
3 SCHMIDT, Karl Ludwig. Igreja. In: KITTEL, Gerhard. A Igreja no Novo Testamento. São Paulo: ASTE, 1965, p.54.
4 TAYLOR, W.C. Dicionário do Novo Testamento grego. 9. ed., Rio de Janeiro: JUERP, 1991, p.119.
5BERGSTÉN, E. Introdução à Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p.252-3.
6 SCHMIDT, Karl Ludwig. Igreja. In: KITTEL, Gerhard. A Igreja no Novo Testamento. São Paulo: ASTE, 1965, p.55.


MATERNAL - LIÇÃO 11


Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Cortês / PE
Pastor Presidente: Ailton José Alves
Gestor local: Ev. Severino Amaro
Superintendência: Pb. Samuel Bernardo
Dirigente da E.B.D. Matriz : Dc. Sonildo Albérico
Coordenadoria Pedagógica da Escola Dominical - Cleide e Jaelson

Lição 11 - Papai do céu fala comigo
Prezado professor, neste domingo...

Texto Bíblico: Atos 16.1-3; 2Timóteo 1.3-5;3.14,15

 I - De professor para professor

Prezado professor, neste domingo as crianças aprenderão que o Papai do céu fala conosco.

•    Recapitule a lição anterior. Pergunte o que elas aprenderam.

•    A palavra-chave que trabalharemos neste domingo é “Bíblia”. No decorrer da aula, repita a frase: “Papai do céu fala comigo”.

II – Para refletir

A Palavra de Deus, revelada pelo Espírito Santo nas páginas da Bíblia Sagrada, merece todo o nosso amor e atenção na devoção diária. Se o Cristão passar um dia sem ler pelo uma porção da Bíblia, poderá ser comparado a uma pessoa que passa um dia sem beber água. Não morre, mas sente fala do precioso líquido.

O Salmista proclamou uma das mais cristalinas verdades bíblicas: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz para o meu caminho” ( Sl 119.105). Na caminhada diária, o crente precisa de luz. São tantos os desafios, armadilhas e imprevistos na vida do cristão, que ele precisa ter a orientação segura para os seus passos. A Bíblia é a “lâmpada” que não se apaga, mesmo diante a mais severa tempestade. É luz para o caminhar de todos os que têm como seu guia de fé e prática.

Texto extraído do livro: Aprendendo Diariamente com Cristo,CPAD
   
III – Regras prática para professores

As crianças devem, desde o início, saber que a Bíblia é a Palavra de Deus.  Ela é fundamental no relacionamento deles com Deus. É o único livro inspirado diretamente por Deus.

As crianças precisam saber que a Palavra de Deus é verdadeira, não é simplesmente um livro de histórias como os outros. Os eventos descritos na Bíblia realmente aconteceram – exceto as parábolas – e as pessoas da Bíblia são reais.

Texto extraído do Livro:
Ensine Sobre Deus Às Crianças, CPAD

IV – Sugestão

Você vai precisar de cartolina preta, branca, cola branca, lápis de cor, papel laminado dourado.
Procedimento:

1º Passo
Corte quadrados 12x12 na cartolina preta. Na cartolina branca corte quadrados de 9x9.

2º Passo
Cole a cartolinas uma sobre a outra.

3º Passo
Recorte tiras de papel laminado dourado, de 1,5cm  e cole em volta da cartolina preta.

4º Passo
Dobre os retângulos ao meio (Parecendo um livro).

5º Passo
Distribua os livros para as crianças e pergunte qual é a história bíblica que eles mais gostam de ouvir. Depois peça para ilustrarem essa história na “Bíblia” que receberam.


ADOLESCENTES - LIÇÃO 11

Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Cortês / PE
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Lição 11 - Valores em conflito

“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal!...

Texto Bíblico: Mateus 5.13-16

“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Is 5.20)

Um adolescente perguntou ao outro, na escola: “Quem é seu pai”, o que fez o colega enrubescer e ter dificuldade para responder. É que o rapazinho vive em companhia de sua mãe, que é lésbica, e esta, por sua vez, mora com uma mulher.

Ao rapaz é ensinado que a união de pessoas do mesmo sexo é algo muito natural, normal, e há quem diga que é a forma de amor mais elevada que existe no mundo! Mas, na prática, esse tipo de relação é ridicularizado por muitas pessoas, o que fez o rapazinho ficar envergonhado. Em torno dessa e de outras questões aflora o conflito entre o que é certo e o que é errado.

Neste começo do século XXI, humanidade está vivenciando uma era de relativismo exacerbado. O certo e errado são conceitos que não fazem muito sentido para o homem da era pós-moderna. Tudo depende da pessoa, do tempo e do lugar. E mais que isso, o indivíduo é induzido a decidir sobre o que é certo ou errado, a seu critério, de modo individualista e subjetivo a todo momento. Os programas de TV, por exemplo, “Você Decide”, estão na moda, com grande por parte do público telespectador. Se a questão é posta diante de um ateu, de um dito agnóstico, ou de um religioso não-cristão, talvez ele se posicione ao lado dos que acham que tudo deve ser visto de modo natural, sem preconceitos, etc.

[...] A ética da sociedade é extremamente relativista, em termos de moral e costumes, o terreno é como um pântano, lodoso e escorregadio, do qual não se sabe onde estão os limites a serem observados. Cumpre-se o versículo bíblico em que Deus condena os relativistas do tempo do profeta Isaías, que diziam que o amargo era doce, e que o doce era amargo; que o escuro era claro, e que o claro era escuro (cf. Is 5.20).

O cristão, como sal da terra e luz do mundo, tem dificuldade em se movimentar num mundo em que os valores morais estão invertidos. Entretanto, tem a vantagem de não adotar como referencial ético a sociedade sem Deus.

(LIMA, Elinaldo Renovato. Ética Cristã: Confrontando as Questões Morais do Nosso Tempo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp.6,7)

ADOLESCENTES - LIÇÃO 10


Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Cortês / PE
Pastor Presidente: Ailton José Alves
Gestor local: Ev. Severino Amaro
Superintendência: Pb. Samuel Bernardo
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Coordenadoria Pedagógica da Escola Dominical - Cleide e Jaelson

Lição 10 - É bom competir?

Os discípulos de Jesus competiram entre si, eles...

Texto Bíblico: Lucas 22.24-28

Os discípulos de Jesus competiram entre si, eles queriam saber qual deles era o mais importante.

Quase três anos juntos com Jesus eles ainda não haviam purificado o coração do egoísmo. Na sociedade a grandeza é sinônimo de autoridade e de posição elevada.  No Reino de Cristo, a grandeza é mais do que um título e mais do que uma posição de autoridade.

Espera-se que os mais jovens demonstrem consideração pelos mais velhos.  Esta mesma consideração ou humildade é demonstrada por aquele que é “grande” no reino de Deus. A humildade é uma das maiores qualidades da verdadeira grandeza.

Servir deve ser uma marca de distinção: quanto maior o serviço prestado, maior o homem. Todos os cristãos devem ser servos – de Deus e dos seus semelhantes.

Em Lucas 22.27 Jesus lançou uma pergunta aos seus discípulos, “Quem é o mais importante? É o que está sentado à mesa para comer ou é o que está servindo? Nos dias de Jesus, a resposta quase universal a esta pergunta seria que aquele que estivesse sentado à mesa seria o maior. O servo era um mero escravo. Assim, Jesus responde a sua própria pergunta em termos do conceito predominante de grandeza: Não é quem está à mesa? É quase como se Ele estivesse concordando com noção popular, porém é contra este conhecimento hipotético que Ele diz: “Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve”. Jesus está dizendo que servir é um emblema da verdadeira grandeza. Ele também está dizendo que mesmo em um mundo onde a visão oposta é que vigora, onde a autoridade e a posição de grandeza, e onde um servo vale quase nada, o cristão deve seguir o caminho do servir. Á medida que cada cristão segue este caminho, enxerga as divinas pegadas que mostram que o Mestre passou por ali antes dele.

Texto adaptado do: comentário Bíblico Beacon, editado pela CPAD.

Sugestão: Professor, ensine os seus alunos a grandeza no servir. Para tornar o ensino prático, sugerimos a organização de um café da manhã para sua classe. A regra do café será um servindo ao outro.